Tenho toda culpa do mundo em mim:
um culpa impura e cheia de rancor,
uma culpa que não sabe perdoar...
...que corrói, macula e dilacera!
Perdido em mim despeço-me da luz,
procuro a luz em mim,
procuro o mundo em mim,
procuro algo que eu sei
que nunca eu vou encontrar.
Meus olhos não enxergam
o que eles querem ver
não vêem nada que não seja
o seu próprio enxergar.
Tirem da minha frente todo os espelhos
e tudo mais que possa refletir!
Afastem-me de mim, do meu desespero,
E dessa certeza inóspita que agora veio me habitar.
Estou perdido, e vou tentando, em vão, me camuflar,
passar sem ser notado, e ficar só na espreita...
Enquanto a luz não clareia meu caminho
Talvez seja melhor eu caminhar sozinho...
Talvez seja melhor eu caminhar!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Novos Óculos Escuros
Comprei um novo par de óculos escuros:
Modelo bacana, do tipo que está na moda
Há muito tempo que eu queria ter um desses
Ficar na moda, e me protefer dos raios UV.
Estava à toa na vida, com um pouco de fome
E não era tarde, apesar de algum cansaço.
Shopping é a selva onde obtemos nossos víveres,
Onde caçamos, e buscamos equipamentos para a nossa toca.
Esses dias tive um sonho estranho
Não costumo sonhar com animais,
Sonhei com três:
um coelho, um gato e um cachorro.
Estavamos num quintal com chão de cimento
E o coelho no canto, acuado...
E eu deitado, a sua frente, de barriga no chão:
A desferir-lhe indesculpáveis pancadas sobre as costelas
E a gritar que para nada nos servia um diabo de coelho!!
Oras, afinal, para que serve um coelho!?
O cachorro late e espanta o que nos amedronta,
Assim como faz o gato, enchotando qualquer roedor...
E o coelho?
Esse era meu sonho!
Esse sou eu?
Agora que estou protegido pelos óculos vou me encarar
Estava com medo de mim!
Pensei até que eu pudesse ser coelho...
"auto-flagelo a purificar a alma".
Fui no psicólogo
Psiquiatra
Cardiologista
Hepatologista
Dermatologista
E todos o demais logistas que haviam
E nada me curava...
Pensei que ia morrer
Pensei que estava morrendo!
Minha energia minando,
Meus olhos se fechando...
...e por aqui só restariam todos meus defeitos!
Sou um pouco egoísta
Um preguiçoso convicto
E talvez um manipulador barato!
Logo eu, que sempre pensei que a maior qualidade
Fosse a ciência de nossos defeitos?
Afinal
Se somos nós a força propulsora em nosso eu
Como posso de outro modo me influenciar
A não ser nesse eterno circular
De erros?
De erros?
De Eros!
Com meus novos óculos escuros
Talvez em consiga encarar o mundo!
***
Sessão com Analista Gratuita, via blogger!
Modelo bacana, do tipo que está na moda
Há muito tempo que eu queria ter um desses
Ficar na moda, e me protefer dos raios UV.
Estava à toa na vida, com um pouco de fome
E não era tarde, apesar de algum cansaço.
Shopping é a selva onde obtemos nossos víveres,
Onde caçamos, e buscamos equipamentos para a nossa toca.
Esses dias tive um sonho estranho
Não costumo sonhar com animais,
Sonhei com três:
um coelho, um gato e um cachorro.
Estavamos num quintal com chão de cimento
E o coelho no canto, acuado...
E eu deitado, a sua frente, de barriga no chão:
A desferir-lhe indesculpáveis pancadas sobre as costelas
E a gritar que para nada nos servia um diabo de coelho!!
Oras, afinal, para que serve um coelho!?
O cachorro late e espanta o que nos amedronta,
Assim como faz o gato, enchotando qualquer roedor...
E o coelho?
Esse era meu sonho!
Esse sou eu?
Agora que estou protegido pelos óculos vou me encarar
Estava com medo de mim!
Pensei até que eu pudesse ser coelho...
"auto-flagelo a purificar a alma".
Fui no psicólogo
Psiquiatra
Cardiologista
Hepatologista
Dermatologista
E todos o demais logistas que haviam
E nada me curava...
Pensei que ia morrer
Pensei que estava morrendo!
Minha energia minando,
Meus olhos se fechando...
...e por aqui só restariam todos meus defeitos!
Sou um pouco egoísta
Um preguiçoso convicto
E talvez um manipulador barato!
Logo eu, que sempre pensei que a maior qualidade
Fosse a ciência de nossos defeitos?
Afinal
Se somos nós a força propulsora em nosso eu
Como posso de outro modo me influenciar
A não ser nesse eterno circular
De erros?
De erros?
De Eros!
Com meus novos óculos escuros
Talvez em consiga encarar o mundo!
***
Sessão com Analista Gratuita, via blogger!
domingo, 31 de outubro de 2010
...
desesperado
com medo de alguém me ter roubado
meu lápis
meu papel
o meu cajado
decerebrado
perdido no escuro
solitário
ah!
nem o eco responde ao meu chamado!
desinspirado
perdido
desinspirado
sozinho
desinspirado
louquinho
desins
pirado!
(uma ode à falta de idéis!)
com medo de alguém me ter roubado
meu lápis
meu papel
o meu cajado
decerebrado
perdido no escuro
solitário
ah!
nem o eco responde ao meu chamado!
desinspirado
perdido
desinspirado
sozinho
desinspirado
louquinho
desins
pirado!
(uma ode à falta de idéis!)
domingo, 11 de julho de 2010
se eu escrevo...
Se eu escrevo...
Escrevo pois eu quero explicar
Explico pra descomplicar
O simples que não compreendo.
Construo assim novos caminhos
Com os mapas que a vida me empresta
Mas, às vezes, intuição é o que me resta
E eu caminho, com medo de perder.
Se ao menos eu soubesse pra onde vou
Eu podia escrever alguma carta
Explicando mais ou menos onde estou
E pedindo coordenadas mais exatas!
Mas será que alguém lá já chegou?
E se ele não quiser compartilhar?
Será que é exatamente lá o que quero?
Se ao menos eu pudesse imaginar...
Se eu escrevo...
Escrevo pois eu quero compartilhar
Compartilhar o medo do que desconheço
O simples medo de existir e de errar.
Escrevo pois eu quero explicar
Explico pra descomplicar
O simples que não compreendo.
Construo assim novos caminhos
Com os mapas que a vida me empresta
Mas, às vezes, intuição é o que me resta
E eu caminho, com medo de perder.
Se ao menos eu soubesse pra onde vou
Eu podia escrever alguma carta
Explicando mais ou menos onde estou
E pedindo coordenadas mais exatas!
Mas será que alguém lá já chegou?
E se ele não quiser compartilhar?
Será que é exatamente lá o que quero?
Se ao menos eu pudesse imaginar...
Se eu escrevo...
Escrevo pois eu quero compartilhar
Compartilhar o medo do que desconheço
O simples medo de existir e de errar.
domingo, 27 de junho de 2010
a vida imita a arte imita a vida imita a arte imita a vida imita a arte imita a vida
Abrem-se as cortinas
A luz me seduz
E o público aplaude o meu gran finale!
Fecham-se as cortinas
Apaga-se a luz
Procuro agora o meu caminho, tenho que partir.
Eu me acostumei ao palco
A essa sensação
Um misto de medo, ansiedade: emoção.
É esse, enfim, o combustível do meu coração!
Agora,
no centro do palco,
Perdido,
Sem meu texto para recitar,
Vestido com os trapos que a vida me legou
Eu canto forte e só
O meu penar!
No palco da vida tanta vezes atuei
Quantas vezes eu sorri,
Quantas vezes eu chorei...
Quantas vezes quase me perdi,
Mas não...
Eu suportei
vestido na armadura da ilusão:
Venci os meus moinhos, prosperei,
E sei que meu suor não foi em vão.
Então pode vir, eu não irei fugir
Vou te enfrentar
Olhando nos seus olhos eu vou te ensinar
A respeitar um verdadeiro lutador.
(essa foi entregue para irmão musicá-la...será que vai dar samba?)
A luz me seduz
E o público aplaude o meu gran finale!
Fecham-se as cortinas
Apaga-se a luz
Procuro agora o meu caminho, tenho que partir.
Eu me acostumei ao palco
A essa sensação
Um misto de medo, ansiedade: emoção.
É esse, enfim, o combustível do meu coração!
Agora,
no centro do palco,
Perdido,
Sem meu texto para recitar,
Vestido com os trapos que a vida me legou
Eu canto forte e só
O meu penar!
No palco da vida tanta vezes atuei
Quantas vezes eu sorri,
Quantas vezes eu chorei...
Quantas vezes quase me perdi,
Mas não...
Eu suportei
vestido na armadura da ilusão:
Venci os meus moinhos, prosperei,
E sei que meu suor não foi em vão.
Então pode vir, eu não irei fugir
Vou te enfrentar
Olhando nos seus olhos eu vou te ensinar
A respeitar um verdadeiro lutador.
(essa foi entregue para irmão musicá-la...será que vai dar samba?)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
esboço...
Todo dia, ao me despedir de mim
Eu sinto frio e meu corpo naufragar;
Não adianta mais eu resistir ou relutar
A beleza não é escrita, é construída ao me apagar.
Não adianta resistir ou relutar
Vou me livrar desses livros, dos cadernos e do altar.
Minhas fotos vão pro lixo, minhas roupas vou queimar:
Eu quero o impossível, e do resto vou me desligar.
Ao ver a luz se acender, meu caminho se iluminar
O meu coração a bater em meu peito como a marchar...
Não sei se entende o que digo, nem se ao menos vai me escutar
Morrer-me em ti é nascer, nascer em ti é brilhar!
As curvas do seu corpo me alimentam,
Seus olhos me aquecem, seus seios me acalentam.
No seu perfume, eu encontrei o meu lugar.
O resto é fantasia, o resto é fantasia.
Me reencontrei com um outro eu, e encerrei o meu penar
Não sou mais eu ao seu lado, meu eu em outro lugar!
Refiz-me inteiro, e agora vou te contar
O fiz ao me implodir, e ao deixar você me remontar!
Eu sinto frio e meu corpo naufragar;
Não adianta mais eu resistir ou relutar
A beleza não é escrita, é construída ao me apagar.
Não adianta resistir ou relutar
Vou me livrar desses livros, dos cadernos e do altar.
Minhas fotos vão pro lixo, minhas roupas vou queimar:
Eu quero o impossível, e do resto vou me desligar.
Ao ver a luz se acender, meu caminho se iluminar
O meu coração a bater em meu peito como a marchar...
Não sei se entende o que digo, nem se ao menos vai me escutar
Morrer-me em ti é nascer, nascer em ti é brilhar!
As curvas do seu corpo me alimentam,
Seus olhos me aquecem, seus seios me acalentam.
No seu perfume, eu encontrei o meu lugar.
O resto é fantasia, o resto é fantasia.
Me reencontrei com um outro eu, e encerrei o meu penar
Não sou mais eu ao seu lado, meu eu em outro lugar!
Refiz-me inteiro, e agora vou te contar
O fiz ao me implodir, e ao deixar você me remontar!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
o MEU coração!
O meu coração é um labirinto
muita luz,
Um labirinto...
Um labirinto iluminado!
Iluminado pra aumentar a minha dor,
Por mais que eu queira
e por mais que eu veja
esse meu labirinto iluminado:
é pouco a minha força
é muito pouca
para forçar
e arrebentar
O cadeado
Desse maldito labirinto iluminado!
A chave é minha,
é minha,
A chave...
é minha!
Mas não sou eu que vou abri-lo!
Hei de continuar irritado e intranquilo
Até que o tempo venha aqui me libertar!
Eu quero paz, eu quero guerra
Eu quero campo, eu quero mar!
Eu quero ser frio, ser esquecido
Mas tenho essa louca sede de amar!
Um labirinto iluminado
Prisão ímpar, sem igual!
Infinita finitude limitada a quatro cantos
E alguns ainda insistem habitá-lo...
Sou eu,
o ingrato inquilino
inquieto e em mora
Inadimplindo
a cada segundo com eterno tic-tac dos ponteiros!
Meu coração é um labirinto
Um labirinto iluminado
Um caixa, um cubo, um quadrado?
E dentro dele estou eu, trancafiado...
muita luz,
Um labirinto...
Um labirinto iluminado!
Iluminado pra aumentar a minha dor,
Por mais que eu queira
e por mais que eu veja
esse meu labirinto iluminado:
é pouco a minha força
é muito pouca
para forçar
e arrebentar
O cadeado
Desse maldito labirinto iluminado!
A chave é minha,
é minha,
A chave...
é minha!
Mas não sou eu que vou abri-lo!
Hei de continuar irritado e intranquilo
Até que o tempo venha aqui me libertar!
Eu quero paz, eu quero guerra
Eu quero campo, eu quero mar!
Eu quero ser frio, ser esquecido
Mas tenho essa louca sede de amar!
Um labirinto iluminado
Prisão ímpar, sem igual!
Infinita finitude limitada a quatro cantos
E alguns ainda insistem habitá-lo...
Sou eu,
o ingrato inquilino
inquieto e em mora
Inadimplindo
a cada segundo com eterno tic-tac dos ponteiros!
Meu coração é um labirinto
Um labirinto iluminado
Um caixa, um cubo, um quadrado?
E dentro dele estou eu, trancafiado...
Assinar:
Postagens (Atom)